Exibida com apelidos que variavam entre “mulher mais feia do mundo” e “macaca humana”, Julia Pastrana passou a vida toda como atração nos chamados “freak shows” do século 19. Ela morreu em 1860 e seu corpo mumificado continuou sendo atração. Depois de muita treta, os restos de Pastrana poderão ter um enterro digno de um ser humano, no lugar onde ela nasceu, 153 anos depois de sua morte.
Exibida com apelidos que variavam entre “mulher mais feia do mundo” e “macaca humana”, Julia Pastrana passou a vida toda como atração nos chamados “freak shows” do século 19. Ela morreu em 1860 e seu corpo mumificado continuou sendo atração. Depois de muita treta, os restos de Pastrana poderão ter um enterro digno de um ser humano, no lugar onde ela nasceu, 153 anos depois de sua morte.
As coisas, entretanto, não saíram exatamente como Julia sonhara. Seu filho nasceu coberto de pelos e com os mesmos traços faciais que ela. Fruto de um parto complicado, o menino não aguentou e morreu horas após o parto. O choque foi demais para a pobre Julia. Cinco dias após o parto, ela morreu também.
Lent, que não era exatamente um modelo de bom marido, fez o quê? Mandou mumificar ambos os corpos — tanto o de Julia quanto o de seu filho — e passou a exibi-los em feiras e museus. Em uma dessas exposições, inclusive, os corpos foram roubados. Quando foram encontrados pela polícia, a múmia do filho ficou gravemente danificada e a de Julia teve de ser restaurada.
Foi através de movimentos pela repatriação de múmias e objetos de países colonizados que, em 2013, a múmia de Julia Pastrana finalmente encontrou descanso em solo mexicano. Depois de ter sido abusada e explorada em vida — e depois da morte também! — ela encontrou finalmente a dignidade. Dignidade que havia sido roubada dela por 150 anos. Descanse em paz, Julia!
VIA: PortalDeNoticia














